sábado, 1 de agosto de 2015

Terrorismo contra o PT... Pode.

A direita ensandecida está esquecendo que os petistas são de carne e osso, têm sentimentos, têm consciência política e defendem um projeto que, apesar de tudo, tem um balanço positivo no Brasil, com repercussões mais que positivas nas quatro “pruvenças” do mundo, desde as mais humildes tribos africanas aos mais luxuosos salões americanos, asiáticos e europeus. A direita está saindo do campo da disputa política para a provocação, da provocação para a agressão, o confronto físico; da queda de braço, do cabo de guerra para o perigoso pantanal da guerra aberta. À base de fogo e de explosões. Prender petistas sem provas por práticas políticas que os outros partidos sempre fizeram e continuam fazendo e o fazem concomitantemente, é uma desculpa esfarrapada para criminalizar o partido, enfraquecer o governo e inviabilizar Lula como candidato em 2018. Só. Combater a corrupção ninguém quer, porque o outro lado está eivado dela e não se move uma palha contra, a ponto de investigador ter a cara de pau de dizer que não sabe o que significa a sigla “FHC”... É complicado, por não ser democrático, ver-se uma mídia inteirinha tomando partido contra um partido, contra um governo e até contra o País, quando isto interessa ao projeto de criminalizar, satanizar, acusar, caluniar, julgar, prender e riscar do mapa o PT. E o que é mais grave, ver-se a Justiça, o Poder Judiciário não só ser conivente com esta bandalheira, mas acima de tudo, fazer parte dela. Ver-se uma Polícia Federal se tornar polícia política e, ao contrário do que já é condenável quando as polícias políticas são defensoras dos governos, esta se dar ao luxo de conspirar e agir contra o governo por dentro do governo, à custa do governo, a serviço da oposição, com os mesmos fins com que sua banda podre agiu durante a ditadura. Manter um tesoureiro de partido preso porque recebeu dinheiro de uma empresa, legalizadamente, da mesma forma que a campanha adversária recebeu e recebeu um valor ainda maior. Para desespero desta direita enlouquecida o povo não aceita seu discurso explosivo, inflamado, porra-louca. Os petistas estão firmes com o partido, se organizam, debatem, mas se mantém nos limites da disputa política civilizada, dentro dos limites da legalidade. Ao invés de perder filiados, o PT os ganha. Novos filiados chegam aos milhares. Mas... nesta semana, jogaram uma bomba no Instituto Lula; não é a primeira vez que agridem fisicamente um espaço do PT. Duas sedes municipais já foram queimadas. São três atos de terrorismo físico, além do terrorismo midiático, jurídico, ideológico e político. Continuemos nas Notas Curtas:

Até quando?
Resta saber até onde, até quando, o partido, enquanto instituição vai aceitar ser agredido por terroristas e não encontrar abrigo nas instituições que cuidam da preservação e do respeito à lei, até quando o PT vai continuar dando a outra face e arranjando mais outra e mais outras e mais outras faces a apanhar. E... O que é mais difícil, até quando o PT, enquanto direção partidária vai conseguir segurar dois milhões de filiados e cinquenta milhões de simpatizantes. 

Dá para segurar?
Será que no meio dessa imensidade de gente, de corações, de mentes, de sentimentos, vai ser possível controlar o desejo de alguém revidar. E começar uma situação de instabilidade capaz de tirar a paz do País?

Querem a guerra?
Só que, cabe perguntar: não é isso mesmo que a direita está querendo? Particularmente, acho que sim. Mas tem muita gente que aceita a provocação e pode, a qualquer hora, perder a paciência e partir pro pau.

Pode aqui, pode ali
Isso é muito, mas muito ruim. Mas também é muito possível, porque se vai ficando provado que terrorismo contra o PT, pode. De repente, alguém – ou “alguéns” – pode se dar ao direito de pensar que contra os terroristas ou seus padrinhos, também pode.

FotoLegenda
Entre a primeira e a segunda capa de Veja, vai-se de 38 a 40 anos. Um terrorismo midiático sem fronteiras, sem limites. Tem mais a guerra jurídica que rola há pelo menos dez anos com exposição na mídia, a guerra política que já era grave e se agravou mais ainda com Eduardo Cunha na presidência da Câmara e Aécio no palanque desde a campanha. Agora, a direita, depois de ir às ruas e pedir “democraticamente” a volta dos militares, começou a fase do terrorismo físico. Duas sedes do PT queimadas e uma bomba no Instituto Lua. Claro que querem guerra.