segunda-feira, 30 de junho de 2014

A vaia ao hino chileno: Bonitinhas, mas ordinárias

As mocinhas provavelmente mineiras de famílias ricas, cujas fotos vaiando o hino circulam na Internet, são bonitinhas, mas ordinárias. Estádios cheios de gente branca, rica e... mal educada. Esta é a realidade que a Copa do Mundo tem mostrado aos países que transmitem os jogos do mundial, até agora. No Itaquerão, em São Paulo, xingamentos pesados à presidenta da República, Dilma Rousseff, e agora, no Mineirão, em Belo Horizonte, vaias ao hino chileno têm sido alvo de críticas tanto na imprensa internacional quanto nas redes sociais. Neste domingo, o blogueiro Leonardo Sakamoto, um dos mais acessados na Internet, questiona: O que leva uma pessoa a vaiar o hino de outro país enquanto ele é executado em um jogo de Copa do Mundo? “Entendo que, em bando, os seres humanos não raro ficam mais idiotas. Isso é facilmente comprovável, por exemplo, por algumas torcidas organizadas que compensam suas frustrações cotidianas e reafirmam identidades de forma tosca através da violência”. Vejamos, na íntegra, o artigo de Sakamoto:  Contudo, não são as torcidas organizadas que preenchem as arquibancadas dos estádios de futebol nestes jogos da seleção, aliás, se fossem, ao menos empurrariam o time o tempo inteiro ao invés de ficarem em silêncio, com cara de susto e medo, diante de momentos tensos, mas grupos com maior poder aquisitivo, dado o preço de boa parte dos ingressos. Renda pode até estar diretamente relacionada à obtenção de escolaridade de melhor qualidade. Mas escolaridade definitivamente não está relacionada com educação. Ou respeito. Ou bom senso. Ou caráter. E considerando que, provavelmente, muitos dos que vaiaram o hino do Chile quando executado à capela foram os mesmos que, minutos depois, estavam cantando “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, posso concluir que o sujeito é guiado pela aversão do estrangeiro característica da xenofobia. Aversão potencializada e exposta pela covarde sensação de segurança por ser maioria e estar em casa. Vaiar o hino do adversário não é uma brincadeira. Muito menos uma catarse coletiva, uma indignação contra a cantoria à capela do outro. Nem ajuda na partida. Pelo contrário, mostra para o mundo que está assistindo pela TV que nós, brasileiros, podemos ser tão preconceituosos quanto os preconceituosos que, não raro, nos destratam no exterior simplesmente por sermos brasileiros. Aos vizinhos chilenos, portanto, peço que nos perdoem. Parte de nossos conterrâneos não sabe o que faz.

Jumentos
Estamos em Brasília juntamente com Kátia Regina, Kleber Jacinto e Vânia Diógenes, em Brasília na Câmara federal, numa audiência Pública defendendo o projeto de lavra do professor Valdir Fonseca, da Ufersa, para retirar os jumentos e outros animais das estradas onde provocam acidentes, morrem e contribuem para ceifar vidas humanas colocá-los em ambiente protegido sem precisar de abater os jumentos para alimentação num país onde culturalmente este animal não faz parte do cardápio gastronômico. Soluções existem. Falta vontade política e o discurso fácil do abate não ajuda a resolver a situação, pois a busca é por uma situação de controle que não pode resvalar para uma situação de extermínio como já esteve prestes a acontecer.

Desmatamento
Um relatório divulgado em reunião da ONU sobre mudanças climáticas destacou o Brasil como exemplo de sucesso na redução do desmatamento e da emissão de gases de efeito estufa. Produzido pela UCS (Union of Concerned Scientists), com sede nos Estados Unidos, o documento intitulado “Histórias de Sucesso no Âmbito do Desmatamento: Nações Tropicais Onde as Políticas de Proteção e Reflorestamento deram Resultado” traz um capítulo dedicado ao Brasil, apresentado como o país que fez as maiores reduções no desmatamento e nas emissões em todo o mundo.

Incompetência
Cabe perguntar: “Por que isso não aconteceu nos seis anos em que Marina da Silva era ministra do meio Ambiente, se ela é, reconhecidamente uma militante das causas ambientais mundial aplaudida? Incompetência, simplesmente. Incompetência que obrigou a dar-lhe carão por mais de uma vez e daí o ódio dela à atual presidenta. Tanta incompetência que Marina, com quase vinte milhões de votos, há quatro anos não conseguiu, depois disso, criar um partido que precisa de 500 mil filiações.

FotoLegenda
Ao contrário do que apregoavam os arautos do henriquismo histérico, uma derivação insossa reencarnação do aluizismo histórico, sem o carisma do velho líder, mas com a herança das maldades daqueles tempos de perseguição política e pessoal, eis que a convenção dos partidos que lançaram o vice-governador Robinson Faria a governador e a deputada federal Fátima Bezerra a senadora foi um sucesso absoluto. Mais de três mil pessoas lotaram o Centro Cultural da Zona Norte de Natal e dez partidos compõem a coligação. A campanha dessa coligação parece que vai começar em alto estilo. A imagem de Henrique de que quer e pode comprar todo mundo inspira uma campanha do tostão contra o milhão. Com sete ex-governadores no palanque, Henrique se caracteriza como o “candidato dos caciques”, o acórdão para dominar o RN e reformar sua condição de capitania hereditária.

sábado, 28 de junho de 2014

A você que tem menos de 25 anos

Você que tinha menos de 16 anos em 2002 e que, portanto, não votou na eleição em que Lula derrotou José Serra, corre um sério risco de ser enganado por uma minoria que se dava bem em dois tempos históricos onde uma minoria privilegiada se dava muito bem, enquanto a maioria absoluta dos brasileiros vivia no prejuízo econômico e na exclusão social. O principal adversário da presidenta Dilma Rousseff, o tucano Aécio Neves, que ainda não apresentou uma única proposta concreta que nos convença de que poderá fazer melhor que Lula e Dilma, é o representante legítimo deste passado governamental que não nos trouxe a recuperação dos estragos deixados pela ditadura militar que alguns enganadores e enganados continuam exibindo como possibilidade de fazer melhor que hoje. Você que tem menos de 25 anos precisa saber que voltar ao passado, como apregoam por aí, é voltar aos tempos de Fernando Henrique Cardoso, Itamar, José Sarney e Fernando Collor de Melo. E não vale o argumento que tudo se iguala porque Sarney e Collor hoje apoiam o governo. Eles apoiam, sim, mas seus governos foram totalmente diferentes dos governos Lula e Dilma. Você precisa saber que foi graças às lutas do PT, PC do B e outros partidos de esquerda que nos livramos das eleições indiretas, quando você não podia reclamar do governo sob pena de ir preso e na hora de mudar os governantes, você sequer podia votar, pois os presidentes, governadores e prefeitos de áreas de segurança nacional, além de um dos três senadores eram biônicos, ou seja, escolhidos por um colégio eleitoral, sem a participação do povo; Com Lula e Dilma você não teve o incômodo de ver as incômodas trocas de moedas. Devido à inflação que reinava sobre a economia brasileira, de vez em quando se cortavam três zeros e mil cruzeiros, cruzados ou o que fosse a moeda da época, viravam apenas um, unzinho “cruzeiro novo” ou “cruzado novo” e as mercadorias, quando sua mãe comprava fiado na bodega, não tinham sequer os preços anotados nas cadernetas porque no dia de pagar o preço já era outro. E não me venha dizer que foram os tucanos que fizeram o Plano Real, pois o presidente era Itamar Franco quando o plano foi bolado e o ministro da Fazenda era Rubens Ricúpero quando o Real foi oficialmente lançado. Com Sarney, tivemos a falta de carne e leite nas prateleiras. Para consegui-los, tínhamos que pagar ágio, pois tentaram manter artificialmente os preços congelados, consumo aumentou, como aumento agora de Lula para cá, mas não houve um crescimento correspondente na produção e consequentemente na oferta destes produtos básicos. Continuemos esta reflexão nas notas curtas:

Hiperinflação
Você, amigo, que tem menos de 25 anos, com certeza não se lembra do que seja hiperinflação, aquele absurdo de que já falamos quando dissemos que a moeda mudava de vez em quando com o corte de três zeros e com as mercadorias sendo anotadas na caderneta da bodega sem o preço do dia, porque mudava rápido demais.

Confisco
Você core o risco de se deixar enganar porque você não viu um presidente da República confiscando o dinheiro da poupança e das contas bancárias em geral, só deixando liberar cinquenta mil cruzados e, para soltar um pouco mais, só se provasse com documentos que o seu dinheiro a ser sacado seria destinado apagar folha de pessoal. Claro que a massa salarial brasileira ainda está abaixo dos nossos sonhos e direitos, mas você não vai querer voltar ao passado e conhecer a maldição do arrocho salarial. Basta falar do salário mínimo que ainda está longe do ideal, mas que já saiu do valor correspondente a uma cesta básica para a capacidade de compra de quatro delas, ou de 70 para 360 dólares.

Desemprego e juros
Você não via se deixar enganar, deixando um Brasil que tem o menor índice de desemprego do mundo e querer voltar aos tempos de FHC quando tínhamos a maior taxa de desempregados do mundo. Claro que você não gosta dos juros básicos de 11,5%, mas com certeza você não vai querer que volte aos 45% que tínhamos antes de Lula, pois isto tinha um efeito devastador nos juros de cartão de crédito, de prestações do pouco que você conseguia comprar a prazo e acima de tudo nos empréstimos bancários e nos cheques especiais de onde você quase nunca conseguia sair depois que entrava.

E o apagão
Sem contar com a loucura que foi o apagão, período do racionamento de energia em que tínhamos que viver pagando lâmpadas e ainda por cima, parando máquinas nas indústrias porque a energia poderia falar de vez. Até as decorações natalinas foram proibidas ou limitadas naqueles tempos.

Privatizações
E olha que nem falamos das privatizações. Do tempo em que 80 empresas estatais foram vendidas por mais de cem bilhões de dólares e a dinheirama apurada, mesmo com os baixos preços alcançados, ninguém sabe, ninguém viu.

E tem muito mais
Este quadro aqui apresentado é uma pequena lembrança de um tempo não muito distante que poucos defendem. Somente os poucos que se davam bem naquele tempo em que a desgraça de muitos fazia a felicidade de poucos. A eleição está aí, bem pertinho. A grande mídia está comprometida com a volta ao passado. Tempos em que os muitos milhões da propaganda do Governo Federal iam para cerca de quatrocentos órgãos de imprensa, com mais de 80% ficando somente para meia dúzia deles, tipo Globo, Veja, Folha de São Paulo, Estadão e assemelhados e que estão muito revoltados porque desde Lula, quase oito mil veículos de comunicação estão transmitindo a publicidade oficial e faturando democrática e honestamente o recurso que faz manter no ar emissoras de cidades pequenas e de porte médio.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Henrique ser... ou não ser!

Setenta e cinco por cento dos potiguares ainda não sabem em quem deverão votar para governador. Na pesquisa anunciada ontem, deveria ter sido feita uma pergunta sobre o grau de conhecimento em relação aos pré-candidatos. Henrique Eduardo Alves está presente na vida mossoroense desde que nasceu, pois era, como continua sendo, o filho de Aluísio Alves, político de proa e que fez de Mossoró um campo de batalha num acirrado contraponto com a oligarquia Rosado. Robinson é quase um desconhecido em Mossoró e região, mesmo tendo vindo com mais frequência aqui nos últimos dois anos. Participou com certa frequência da campanha de Silveira Júnior, na eleição suplementar de maio, mas sua projeção não foi tanta porque a campanha foi muito curta e não se pode falar de “influências de padrinhos políticos” naquela eleição, pois se assim fosse, o voto nulo, pedido de última hora pelo rosalbismo, teria tido um efeito mais poderoso. O que se sente é que com o amiudar das ações do processo eleitoral Robinson crescerá muito ocupando a margem que lhe cabe por representar um projeto de Rio Grande do Norte diferente do de chamado acordão, e, mais ainda, por ter um amplo espaço para quem quer que seja adversário de Henrique, de Sandra e de Fafá, o que não é pouco em Mossoró. Robinson contará com a simpatia do rosalbismo por ter Betinho no palanque e por ter um sentimento de revanche e de vingança contra as traições de José Agripino a Rosalba e Betinho, e de Henrique a Cláudia Regina e Wellington Filho, seus candidatos em outubro, trocados em maio por Larissa e Alex Moacir. Além do que, em favor de Robinson tem o prefeito Silveira Júnior, com a estrutura da prefeitura que provou ser a grande força política de Mossoró derrotando Larissa com Silveira da mesma forma que fez com Cláudia, com Fafá e outras candidaturas do “larissandrismo”, com Rosalba.

Copa
3,6 bilhões de telespectadores assistem aos jogos da Copa do Mundo. Será que isso também dá prejuízo ao Brasil? Com a palavra os coxinhas imbecilizados a serviço do PSDB.

Produtos orgânicos
Ontem, ouvi na Voz do Brasil notícia sobre o sucesso dos produtos orgânicos da agricultura familiar nos quiosques da Copa do Mundo. As castanhas da Serra do Mel, de cujo processo de beneficiamento tive a honra de participar no comecinho, estão lá nos quiosques de Natal, Fortaleza e Rio de Janeiro. É a Coopercaju, cooperativa de beneficiadores artesanais de castanha de caju do RN, da qual já fui gerente e presidente que está presente. A Copa serve para muita coisa boa. E ainda tem quem seja contra. Mas os engraçadinhos do movimento #nãovaitercopa já estão com o rabo entre as pernas.

Comparando
Palavras da presidenta Dilma Rousseff: “Nós levamos 42 milhões de pessoas à classe média. 42 milhões de pessoas é a população da Argentina. Nós tiramos uma Argentina da pobreza."

FotoLegenda
Pegando carona no Facebook do colega Cezar Alves, divulgo fotografia do ovo gigante encontrado ontem no Lajedo Soledade, em Apodi. O agricultor Josenias Freitas, de 38 anos, encontrou o referido ovo medindo 14cm e pesando 800 gramas. Será que os dinossauros estão voltando ou tem alguma criação de avestruz na área?

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Henrique em queda livre

A Rádio Cidade (94FM) de Natal divulgou ontem pela manhã com forte repercussão na mídia e nas redes sociais do Rio Grande do Norte, mais uma pesquisa sobre a sucessão estadual. A pesquisa é da lavra do Instituto GPP Planejamento e Pesquisa e captou as intenções de voto dos eleitores potiguares. Na estimulada, apontou um empate técnico entre Henrique Alves, pré-candidato do PMDB e, Robinson Faria, o pré-candidato do PSD. Depois de duas pesquisas, mesmo que outros institutos, portanto realizadas sob outras metodologias, em que Henrique aparece com 18 pontos numa e com 10 pontos na outra, de vantagem sobre Robinson Faria, agora traz números devastadores para as pretensões de Henrique. 28% das intenções de votos, contra 26,9% de Robinson Faria, uma vantagem mirrada de 1,1%, que matematicamente pode ser arredondada para 1% perante uma margem de largos 4%, para mais ou para menos.  O instituto GPP realizou 600 entrevistas, entre os dias 20 e 23 de junho. A metodologia da pesquisa é do tipo quantitativa, através de levantamento estatístico por amostragem estratificada. Foram pesquisadas todas as regiões do estado. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número RN-0003/2014.Em relação aos demais pré-candidatos que puseram seus nomes à disposição do eleitorado potiguar, o pré-candidato do PSOL a governador, Robério Paulino, teria 2,1% dos votos se a eleição fosse hoje. Já a pré-candidata do PSTU, Simone Dutra, teria 1,3% dos votos. O pré-candidato do PSL, Araken Farias, teria 0,3% dos votos. Brancos e nulos somaram 26%. Não sabe ou não respondeu, 15,4%. A performance de Henrique não poderia ser pior.

Tarcísio Gurgel
Gustavo Rosado, secretário de Cultura de Mossoró, responde gentilmente a este humilde escriba sobre a minha estranheza expressa nesta coluna quanto à omissão do nome do dramaturgo Tarcísio Gurgel na propaganda radiofônica do espetáculo Chuva de Balas. Com a palavra Gustavo: “Caro Crispiniano, gostaria de informar, somente a título de esclarecimento, que todas as noites antes de iniciar o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, é creditada ao dramaturgo Tarcísio Gurgel a autoria do texto da peça e que o pagamento dos direitos autorais, que lhe são de direito, já foi efetuado durante a primeira semana das apresentações deste ano. Atenciosamente, Gustavo Rosado, secretário municipal da Cultura”. Ok. Está esclarecido o respeito aos direitos autorais, mas ainda acho que na propaganda deveria constar o nome do autor da peça.

Desistindo
Ontem rolou forte o comentário de que Henrique Alves poderá jogar a toalha na sua luta para ser candidato a governador. As três pesquisas que foram divulgadas nas últimas três semanas bateram muito forte na sua autoestima e mais ainda nas suas estimativas. Na primeira, tinha 18 pontos de maioria sobre Robinson Faria, na segunda, a vantagem caia para dez pontos percentuais e na de ontem, a maioria ficou achatada em um ponto com margem de erro de quatro pontos. Mais grave ainda são as tendências das preferências do eleitorado, sendo a de Robinson de alta ou mesmo de estabilização, mas a de Henrique sendo de queda livre.

To be or not
Além do mais, comenta-se que Henrique não consegue sair de uma conversa de pedido de apoio sem ter que tomar um comprimido para a pressão arterial, os chutes que os prefeitos e vereadores estão dando no bolso, são nocauteantes. Não creio que ele vá desistir, mas não tenho muita certeza se ele irá resistir. Henrique ser ou não ser... Eis a questão.

Betinho Rosado
Fechada a aliança do partido de Betinho com a coligação liderada pela chapa Robinson governador/ Fátima Bezerra senadora, o deputado mossoroense pode deitar na rede e esperar abrir as urnas para correr pro abraço. Pelos cálculos que vínhamos fazendo, o segundo nome da coligação, depois de Fábio Faria que disputará a condição de campeão de votos, poderia ser eleito com uma votação abaixo de cinquenta mil sufrágios. Na pior da pior das hipóteses, não tem perigo de Betinho sair de uma campanha com menos de oitenta mil votos. Creio que tem eleição tranquila, mas jamais pode se esperar dele, acomodação. Como acho difícil o clã Rosado eleger três deputados federais, Sandra tem um esquema consolidado e Betinho está numa situação confortável, acredito que a ex-prefeita Fafá Rosado tem uma eleição bastante difícil. Não mais difícil, porém, que a eleição do seu marido, o improdutivo deputado Leonardo da Vinci, à Assembleia Legislativa sem a estrutura da prefeitura despejando redbull nas suas urnas.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pesquisa, promessas e ex-votos...

AA pesquisa que saiu ontem mostrando Henrique com 10% sobre Robinson Faria, mas com um índice de rejeição muito elevado, deve ser inquietante para o filho de Aluísio. Mais grave ainda é o fato de Wilma de Faria estar com apenas um ponto na frente de Fátima Bezerra. Mais grave ainda é saber-se que Wilma vem descendo e Fátima vai subindo. Um empate técnico com vantagens mil para Fátima. Como modestamente previ Wilma não levará Henrique pra cima, mas Henrique empurrará Wilma pra baixo. Quem viver, verá. A imagem de Henrique comprando todo mundo está desgastando demais o governadorável. Ninguém, ou, para não ser injusto com algumas pessoas sérias que o acompanham, quase ninguém, chega perto de Henrique sem pensar em dólares que pensam que hão de vir da Suíça, ou em dinheiro que circula em malas de carros em Brasília. Depois de comprar deputados, senadores e alguns outros candidatos com quem formará chapa, Henrique tem que comprar prefeitos, depois de comprar prefeitos tem que comprar vereadores, depois de comprar vereadores tem que comprar lideranças comunitárias, depois de comprar lideranças comunitárias, tem que comprar chefes de famílias com boa quantidade de votos, depois de comprar famílias terá que comprar eleitores a granel. É aquilo que se viu na campanha de Mossoró e na de Fortaleza, em 2012. A compra no “Atacadão”, depois a compra no “atacado”, depois a compra no “varejo”, depois a compra no “queima”, chegando até à boca da urna com as “gorjetas de fim de feira”, até o eleitor que se comporta como naquela anedota do colírio... Uma candidatura que se constrói assim, não pode ter vida longa. Henrique passou quarenta anos sendo conhecido como “Deputado Copa do Mundo” que só aparecia de quatro em quatro anos, para herdar uma votação do pai e depois que começou a escassear este manancial passou a comprar a “intera”. Nos últimos quatro anos danou-se a se aproveitar do prestígio que o PT nacional lhe conferiu e passou a prometer mundos e fundos, como se a caneta de Dilma estivesse em suas mãos. Nem as duas assunções à presidência lhe deram condições de cumprir sequer 1%  do vendaval de promessas ao vento, tão volumosas que seriam capazes de fazer inveja às paróquias de Juazeiro do Norte, São Francisco do Canindé e no santuário de Aparecida, juntas. As promessas não se materializaram e com a frustração seu manancial se transformou num amontoado sem fim, de ex-votos. Literalmente. Por isto quando me perguntam se Robinson vai ganhar a eleição para Henrique, respondo que não sei, mas sei que Henrique perderá... Como diria Canindé Queiroz: “Aguardemos, pois”.

Absurdo
Há quase um mês escuto a propaganda do espetáculo Chuva de Balas no País de Mossoró e não escuto falar no nome do autor da peça, o dramaturgo Tarcísio Gurgel. Uma falta de respeito sem limites. Na verdade, um crime contra os direitos autorais. Tarcísio não merece isto. Cultura não se faz assim. O secretário Gustavo, que é do ramo, deveria passar o olho neste assunto.

Chiquinho
Fiquei feliz de saber que Chiquinho Windows está à frente da direção do Teatro Dix-huit Rosado. Uma vida inteira dedicada à arte teatral em Mossoró, desde os tempos do Caiçara, quando a cidade não dispunha de nenhuma casa de espetáculos há 90 anos. Chiquinho é um nome queridíssimo no meio artístico e de uma dedicação sem limites. Parabenizo.

Cheques
E os cheques institucionais voadores? Será que entraram na negociata que revirou pelo avesso a política mossoroense nas últimas horas? Já que se trata de cheques, é bom checar...

FotoLegenda
O cantor e compositor potiguar Xavier Araújo lança amanhã, 27, o seu novo CD, “Forrozão da Nossa Terra”. O show será no palco principal do Mossoró Cidade Junina na Estação das Artes Elizeu Ventania, em noite que terá ainda Amazan, Bell Marques, ex-Chiclete com Banana, e Forró dos 3. O CD “Forrozão da Nossa Terra” é uma seleção de músicas inéditas, composições do próprio cantor, e traz ainda uma homenagem ao rei do baião Luis Gonzaga na faixa “Terra, vida e esperança”. Em seu sexto álbum, Xavier Araújo faz do forró pé de serra uma declaração de amor na música “Pra te pedir perdão”, que já caiu no gosto dos mossoroenses e está sendo executada em todas as rádios da cidade. Vamos lá prestigiar esse cabra danado de bom, que é o grande Xavier Araújo, gente da melhor qualidade e artista de primeira.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Leis trabalhistas, sindicais e previdenciárias de Lula e Dilma

Antônio Augusto de Queiroz, “Toninho do Diap” (Departamento Intersindical de Assessoria Política), jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap. Toninho vive e trabalha em Brasília, mas é gente da gente. Filho de Pau dos Ferros, primo de Canindé Queiroz e gente de primeira qualidade, é hoje uma das vozes mais respeitadas quando se trata de legislação trabalhista no Brasil. Ao contrário de alguns cafajestes do movimento sindical pelego, do tipo de Paulinho da Força Sindical, Toninho mostra que os trabalhadores ganharam, e muito, com Lula e Dilma. Vejamos: A vontade política do governo, combinada com a unidade de ação das centrais sindicais, trouxe proteção para os trabalhadores, materializada em normas ou atos legais de iniciativa do presidente Lula e presidenta Dilma ou por eles sancionados. Embora não tenha recebido pessoalmente o movimento sindical com a mesma frequência de seu antecessor, a presidenta Dilma contribuiu fortemente para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador brasileiro nos últimos três anos e cinco meses. Os avanços em sua gestão são inquestionáveis. As iniciativas políticas e opções governamentais nos campos econômico e político, apesar da crise internacional, priorizaram a geração de emprego e renda do trabalhador, a partir do fortalecimento do mercado interno, da recuperação do Estado como indutor do desenvolvimento e das legislações trabalhista e previdenciária. O diálogo com o movimento sindical, que ficou a cargo da Secretaria Geral da Presidência, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), resultou em políticas públicas em benefício dos assalariados e na proteção social do trabalhador. Nos temas gerais, as políticas públicas contribuíram para a redução da pobreza, para o aumento do emprego e da renda, para o crescimento das oportunidades educacionais e para a recuperação da autoestima dos trabalhadores, que voltaram a sonhar com a ascensão social. Em relação aos direitos trabalhistas, sindicais e previdenciários os avanços são igualmente inegáveis. De janeiro de 2011 a maio de 2014, foram transformadas em normas jurídicas pelo menos 14 proposições, seja recuperando direitos suprimidos nos governos anteriores ao presidente Lula, seja acrescentando novos, enquanto no governo Lula foram nove normas legais.

Espetaculosidade
Não sou ligado em futebol, e espantei-me com a quantidade de porrada em campo em todos os jogos. Mas, também, venhamos e convenhamos: tem muito teatro. Basta triscar e os caras já estão se esborrachando numa queda espetaculosa. Exagero de um lado e violência de outro. 

Mexendo
Tem gente mexendo nas coisas das últimas transições de poder municipal em Mossoró. O prefeito Silveira Júnior mostrou débitos da ordem de 46 milhões de reais deixadas pela ex-prefeita Cláudia Regina. Sem querer defender, precisamos destacar que se tratam de dívidas formadas, devidamente processadas, conforme a lei. O problema, e neste ninguém falou nem fala, são os 89 milhões de reais de dívidas deixadas pela gestão Fafá Rosado. O mais grave, dizem nos bastidores, são os cheques que ficaram em mãos de agiotas. Por isso o Fafazismo não queria gente curiosa no palanque e na gestão que veio com a promessa de mudar Mossoró. Esqueceram, porém, que quando se está fora, se tem mais desenvoltura para descobrir e denunciar picaretagens.

Denúncias
Relatório da PF sobre o doleiro Youssef não tem denúncias contra a Petrobras, mas criaram uma CPI contra a Petrobras devido às “denúncias”. A lambança lembra os grampos que Gilmar Mendes disse que tinham sido postos para bisbilhotar ilegalmente ministros do DTF. É muito banditismo deste tal PSDB e do DEM. Quero ver aquela boca mole de Zé Agripino, o que tem a dizer agora.

FotoLegenda
 Nada mais difícil nos dias de hoje que “remendar os retalhos da verdade e devolver ao povo” os fatos históricos. Todo tipo de picareta quer tirar uma casquinha em cima daquilo que deu certo, na mesma proporção da volúpia com que buscam desqualificar o que de bom é feito por outras perso-Nalidades. Exemplos claros são a Copa do Mundo no Brasil e o Plano Real. A mídia golpista e a Oposição partidária fazem um esforço infindo para desqualificar a copa enquanto evento de importância para o Brasil, enquanto há quase duas décadas o PSDB em geral e Fernando Henrique em particular faturam em cima do Plano Real, quando na verdade, ele não fez nem lançou o referido plano. Eis a foto do lançamento. Não tinha FHC nem PSDB. Outra grande farsa é a de Serra se dizendo criador dos medicamentos genéricos. Depois explicaremos esse detalhe. Vamos à foto do lançamento do Real.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Para gringo ver: o fim do mundo não veio

Os depoimentos constantes e animados dos gringos que vieram ver a Copa das Copas no Brasil são de tapar a boca dos coxinhas vira-latas que fizeram todo tipo de aposta no caos da copa para mostrar, como disse o irresponsável Arnaldo Jabor, “mostrar toda a nossa incompetência”. E, claro, são de tirar o fôlego dos que amam o Brasil e torciam desde o início que a Copa desse certo, como vem dando. É o caso deste colunista que nunca se ligou em futebol, mas que costuma brincar dizendo que só torce por dois times, a seleção brasileira e a seleção de Santo Antonio do Salto da Onça, minha terrinha natal. Pois bem... O jornalista Nelson Sá descreve esta realidade de repercussão positivíssima no exterior:  Sob o título "Previsão de dia do juízo final dá lugar a soluços menores", o "New York Times" examinou a infraestrutura na Copa. Abriu listando profecias não realizadas: "Um estádio não ficaria pronto a tempo. Outro não ficaria pronto nunca. Protestos suplantariam tudo". Disse que nem tudo está às mil maravilhas, mas lembrou que até uma semana antes os Jogos de Londres, em 2012, também eram "zona de capacetes de proteção". Citou, entre os soluços, "fios visíveis" na Arena Corinthians e "fogos de artifício" chilenos na Arena Pantanal. E foram chilenos também que invadiram o Maracanã. É o maior problema até aqui, disse o correspondente da Al Jazeera, Gabriel Elizondo, ironizando que "a segurança era da Fifa". A agência americana Associated Press acrescentou que a Fifa apelou à segurança brasileira.  Falhas menores – Quase uma semana e também o "Wall Street Journal" publicou seu diagnóstico. No título, "Só umas poucas falhas menores". Abrindo o texto, "o Brasil pode respirar aliviado".  Nada de caos – Também o "Guardian" fez balanço da Copa, mais focado nos "arrepios" trazidos pelos gols. Sublinhou que, "fora do futebol, as previsões de derretimento aéreo e caos logístico não se realizaram até agora".  Espírito de festa - Fechando os balanços, o "Telegraph" deu a longa análise "Copa do Mundo 2014: Jogadores e torcedores estão gerando um espírito de festa que a Fifa jamais será capaz de roubar". Lembra, porém, que "uma Copa não cura nada" em educação etc. Copa & inflação - Na direção contrária da oba-oba, a Reuters despachou que a "Copa põe a inflação do Brasil próxima do teto da meta". Os dados divulgados pelo IBGE, no entender da agência anglo-canadense, sugerem alta "no momento em que a Copa do Mundo eleva a demanda por passagens aéreas" e quartos de hotel. Esta, uma previsão erradíssima.  #occupyestelita - A boa vontade com o evento fez desaparecer o noticiário sobre os problemas. Uma exceção é o site da Al Jazeera, que informou como a polícia pernambucana "expulsou os manifestantes do movimento #ocupeestelita". Reproduz até um tuíte de ativista que tentou chamar a atenção do "NYT", sem sucesso: "@nytimes War in Recife, Brazil #occupyestelita".

Mãe Luíza
Não adianta esconder nem disfarçar. Os desabamentos e alagamentos em Natal, mais especificamente no Morro de Mãe Luíza são frutos de décadas de incompetência de prefeitos que não têm compromisso com os pobres que ali residem, mesmo que o morro seja hoje uma ilha de pobres rodeada, de ricos por todos os lados.

Mãe Luíza II
Não precisamos mais que dar uma olhadinha no Morro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, aquele do bondinho romântico, onde subimos quase a pique para chegar na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), numa área de morro em que mansões, em vez de barracões de zinco, têm a cidade aos seus pés... E estas mansões, ao contrário dos barracões das favelas dominadas pelo tráfico não estão penduradas no morro, pelo contrário. Estão solidamente plantadas em cima de bases muito bem estruturadas. Exatamente por não serem de propriedade de pobretões infelizes. Até mesmo a segurança, ali, é um tranquilidade. O presidente Gonçalo Ferreira, da ABLC, deixa as portas da academia abertas e ninguém aparece para roubar nada.

Mãe Luíza III
Ali, vemos muros, verdadeiras muralhas de pedras arrimando morros e mansões, numa prova de que a engenharia pode resolver os problemas, quando a vontade política existe. E prova mais ainda, que a vontade política existe quando são os ricos que precisam do Estado. Ao contrário de quando são os pobres, o foco do benefício.

Mãe Luíza IV
Mãe Luíza, mesmo rodeada de ricos, é um bairro pobre. O que fizeram foi enganar os seus moradores deixando de chamar a comunidade de “morro”, passando a chamá-lo de “bairro”, como se fosse uma questão de nomenclatura, em vez de estrutura. O deputado governadorável, Henrique Eduardo Alves, de quem ainda não vi um só problema sem uma promessa de solução e ainda não vi um problema que ele tenha resolvido, foi o primeiro a se pronunciar. Depois o prefeito chegou não sei de onde para montar um gabinete de emergência. Esquecem Carlos Eduardo e o primo “rei da promessa”, que são os seus colegas de palanque que governam Natal há seis décadas, desde quando seu próprio pai, Agnelo Alves governou Natal e até que muito fez, mas que passou História não pela água, mas pelo fogo, ganhando a alcunha de “AgNERO” pela acusação, mesmo sem provas, de ter mandado queimar um mercado que queria remover.

Mãe Luíza V
De lá para cá, foram prefeitos Jorge Ivan Cascudo Rodrigues, um Rosado por afinidade, Marcos César Formiga, casado com uma tia de Rogério Marinho do PSDB, que apoia Henrique, Vauban Faria, um engenheiro, que devia entender do riscado, e que era tio de Vilma de Faria. Teve outro engenheiro, chamado José Agripino, exatamente aquele que tem a boca doce para criticar a incompetência dos outros, mas que não fez nada para que Mãe Luíza não sofresse hoje a tragédia que sobre o morro se abate, Teve outro engenheiro, por sinal sanitarista, o indefectível Aldo Tinoco, que derrotou Henrique, mas que hoje nem se sabe de que lado está. Quem sabe, talvez esteja com ele mesmo, pois Henrique não quer saber quem é nem de onde vem, só quer o apoio. Tivemos também Garibaldi Alves Filho, primeiro prefeito eleito pelo voto direto depois da ditadura. Primo de Carlos Eduardo e de Henrique. Também não mexeu uma palha para resolver Mãe Luíza. Em seguida Vilma de Faria, prefeita por dez anos que se limitou a ações assistencialistas sem pensar a infraestrutura de Mãe Luíza.

Mãe Luíza VI
Em resumo, o palanque de Henrique Eduardo não tem a menor moral para querer fazer campanha em cima da desgraça de Mãe Luíza, pois a tragédia dali é um script feito a muitas mãos em seis décadas, pela omissão e incompetência dessa gente.

sábado, 21 de junho de 2014

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay

Longe de mim fazer birra com as igrejas evangélicas, por quem nutro grande respeito. Mas é inegável que setores evangélicos que tanto sofreram historicamente com a intolerância religiosa pouco aprenderam com este processo cruel de falta de respeito às crenças e aos costumes sociais quando estes estão ligados a temas religiosos. É o caso histórico da Igreja Católica apoiando a escravidão negra em torno de uma interpretação literal da questão Noé X Cam. A mulher jamais poderia ter tido suas conquistas feministas, hoje aceitas por todas as crenças, se estivesse presa às interpretações de determinados trechos da Bíblia e de algumas denominações evangélicas. Deixando de lado esta complexa discussão, temos aí nas nossas mãos católicas, evangélicas, espíritas e ateias, a questão da homoafetividade que arrepia os pruridos fundamentalistas católicos e protestantes, especialmente no seu aspecto “casamento gay” e  que tem como contraponto a homofobia que atenta contra a vida, cujo respeito é o maior de todos os mandamentos da Lei de Deus. “Não Matarás”. Igrejas presbiterianas nos Estados Unidos há algum tempo aprovaram a aceitação de pastores gays. Agora autorizam os pastores a celebrarem o casamento gay nos 19 estados norteamericanos. Mas não é só isso. A revista Veja há mais de dez anos trouxe uma matéria sobre uma igreja evangélica específica para gays nos Estados Unidos, com mais de 25 mil membros, todos gays, a começar pelos pastores. Em Minas Gerais, estado mais conservador do Brasil, não só tem uma igreja evangélica gay, como os pastores se casaram com todas as pompas de uma cerimônia matrimonial, com direito até a bolo confeitado com os bonequinhos dos noivos. Em São Paulo, pastora que pregava cura gay, além de casar com sua companheira com quem mantinha um caso amoroso há mais de dez anos, declarou sem meias palavras: "Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica, não deu certo". A igreja delas fica no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo. Ali os crentes “celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais”. No Juazeiro do Padre Cícero, foi feito um documentário de cinema intitulado, “Também sou teu povo, Senhor”. Trata da participação fortíssima dos gays na organização das romarias. Ou será que alguém tem dúvidas de que são muitos os casos incubados de crentes e católicos que tentam disfarçar a todo custo, em nome do medo da condenação ao mármore do inferno, mas praticam a homossexualidade com todas as forças dos seus sentimentos? Aqui na região, pouca gente soube, mas numa cidade vizinha a Mossoró, existia um casal muito peculiar. Era o missionário católico que cuidava da igreja da cidade e o pastor protestante... E assim caminha a humanidade. Entre a homossexualidade, que não estimulo, mas respeito, e a homofobia, que discrimina, assedia moralmente e assassina, prefiro a frase do papa Francisco: “Se Deus fez o gay e ele está procurando Deus, quem sou eu para proibi-lo”. 

Alternativos
Há um setor com mais de dez mil pais de famílias trabalhando em todo o Rio Grande do Norte, que está em peso com Fátima Bezerra para o Senado. Falo dos transportes alternativos. Neste segmento há uma rejeição violenta a Wilma de Faria, porque o setor foi muito perseguido nos dois governos dela. O mais grave é que toda esta perseguição a serviço das empresas de transportes coletivos intermunicipais e interestaduais, não conseguiu salvar as empresas.

Faz-de-Conti
“Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros", diz Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, ao comentar a entrevista de Conti com um sósia de Felipão; "a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti. Além deste papel sujo, Conti vivia detonando tudo que jornalistas de esquerda escreviam, como o livro Privataria Tucana, acuando o autor de “falta de profissionalismo”. Agora, o cara deu uma escorregada que o deixou totalmente desmoralizado, especialmente no item “profissionalismo”, depois que estupidamente entrevistou um sósia de o cara do Felipão". Por exemplo.

Saúde caótica
Mas não é no País da Copa do Mundo... É lá na sede mundial do capitalismo: Estados Unidos da América. O Globo, e não algum panfleto do PT, está dizendo que embora seja o mais caro, o sistema de saúde dos Estados Unidos é o pior dentre 11 países desenvolvidos do mundo. Essa foi a principal conclusão do relatório de 2014 da organização Commonwealth Fund. Esta foi a quinta vez consecutiva que os americanos ficaram na última posição no ranking produzido pela pesquisa. Além dos EUA, participaram da pesquisa: a França, o Reino Unido, Austrália, Alemanha, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Noruega, Holanda e Suíça. Todos os sistemas de saúde desses países foram superiores ao americano nos quesitos qualidade de atendimento, acesso a médicos e equidade de acesso em todo o país. A pesquisa utilizou dados da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e da OMS - Organização Mundial de Saúde.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Canalhice da elite bandida paulista ajudou Dilma eleitoralmente

Adoro escrever, mas às vezes não dá tempo fazer a coluna e aproveito algum artigo de boa qualidade e com uma visão diferenciada da mesmice de pauta única na mídia bandida. Muitas vezes o tempo é folgado, como hoje, mas prefiro transmitir aos meus amigos leitores algum artigo que me parece daqueles que não podem deixar de ser lido, como é o caso deste da lavra de Rui Daher, do site Terra Magazine.  Estava difícil de imaginar? Por acaso o evento não era programado acontecer no Estado mais conservador, mais paroquial, menos brasileiro, onde a meritocracia imigratória e o feudalismo do patronato rural se autoproclamaram locomotivas do País? Ou já esqueceram do que vicejou politicamente por aqui? Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf. Os raros intermezzos progressistas foram similares ao rinoceronte Cacareco, que nas eleições de 1959 foi o vereador mais votado. Não foi em São Paulo que se pretendeu todo o empresariado no aeroporto, fugindo de um eventual governo que promovesse qualquer forma de inserção social? Em 1964, a democracia não ficou a esperar o juramento do general Amaury Kruel de respeito à Constituição? Veio? Em que terras vocês acham que ainda marcha o cotidiano da Tradição, Família e Propriedade? O PSDB teria abandonado seus mais leves matizes de esquerda não tivesse percebido que somente à direita conquistaria o Estado e daqui o Planalto? Como se faz nas escolinhas de futebol, em São Paulo se formam os principais craques que vão brilhar no time do Acordo Secular de Elites Ferrador Clube (ASEFC). Algo esquizofrênico permeia a sociedade paulista. Ferrada, reclama e pede. Brindada, acha que mereceu, se vê exclusiva e cerra as portas para os que perderam o bonde. “Eu estudei, eu trabalhei, eu formei meus filhos com muita luta, eu comprei meu carro”. Só você, certo? O Zé do Lote 14, em Nossa Senhora das Dores, no Agreste Sergipano, bobeou. Dilma Rousseff lutou contra um Estado opressor, foi presa e torturada, passou por doença grave. Economista, ministra, foi eleita presidente na democracia e, através dela, garante ver-se diuturnamente criticada em sua gestão. Incomodar-se-ia de ser vaiada e xingada por plateia da ralé endinheirada desta província? Dentre as autoproclamações paulistas está contar com os mais bem preparados aparelhos educacionais. O mais antigo e rápido processo de industrialização. Capitalismo financeiro em moldes potentes e modernos. Aqui se originou a franja mais significativa que comanda o Poder Executivo há quase 20 anos, por partidos aqui criados. Pois, neste mesmo lugar, Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo, essa força de grana, produção e cultura emburreceu e entregou, de mão beijada, apoio geral ao adversário que pretende destruir.

Pré-Sal
Lembram-se daquele projeto chamado Pré-Sal que o PIG e a oposição diziam que era balela? Que Lula estava enlouquecido ao dizer que o Pré-Sal existia de fato? Pois bem... Aí está o Pré-Sal existe e tem muito, mas muito petróleo mesmo. Já são 480 mil barris por dia. Bom que prestem atenção ao que é dito pela Veja, Globo, Aécio, Marina e outros inimigos do Governo e do Brasil. Lembrem que a Veja disse que nenhum estádio estaria pronto para a Copa de 2014. Tinha previsão de entrega de estádio para 2038. Uma pequena margem de erro de apenas 24 anos... Margem, não marginalidade desta imprensa bandida.

Idoso
O amigo Chico Borges, com longa folha de serviços prestados a Mossoró, filho de ex-prefeito e vereador por quatro mandatos, tendo assumido a presidência da Câmara e tendo se portado com grande decência no cargo, reclama ao radialista Carlos Nascimento que, aos 80 anos de idade, carteirinha de idoso na mão, quase nunca exerce seu direito a lugares reservados a pessoas especiais nos estacionamentos, simplesmente porque os brucutus de Mossoró ocupam de maneira deseducada, grosseira e anticivilizadas as vagas a eles destinadas.

Impressionante
E tem mais, meu querido Chico Borges: essas filas especiais em bancos, lotéricas etc. são uma farsa. Especial não é a fila. Especial é o idoso, o portador de deficiência, a gestante, a lactente, portanto, deve ter o direito de cortar qualquer fila.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cadê o fracasso retumbante da Copa?

Oartigo de Fernando Brito no blog Tijolaço é de anteontem. Portanto, já temos novidades. Mas o essencial aí está. Os urubólogos não conseguiram o fracasso com que queriam triunfar. Lembra o episódio carioca do pessimista empedernido diante do primeiro carro a chegar no Rio de Janeiro. Depois das explicações sobre como a máquina funcionava: “Roda a manivela, o motor explode, o chofer sobe dá partida e o carro anda... Quando você quiser, pisar no freio e o carro para”. O pessimista não se controlava: Isso não liga. E a manivela rodou e o motor explodiu sob aplausos; E o pessimista: Isso não anda... E o chofer entrou no automóvel e deu partida. O carro andou levando a multidão presente à euforia. O pessimista desesperou-se e exasperou-se. - Tá vendo que isso não para... Leiamos Fernando Brito: Termina hoje a primeira rodada da fase inicial da Copa. Onze dos 12 estádios já tiveram jogos, sem qualquer problema significativo, embora tenhamos legiões de repórteres procurando defeitos. Multidões de argentinos, colombianos, holandeses e gente de todas as partes chegaram nos aeroportos, que funcionaram sem contratempos. Com algumas dificuldades, aqui e ali, todos chegaram nos estádios em paz e com tranquilidade. O “imagina na Copa” perdeu de goleada para a realidade. O que não funcionou, aliás, em geral foram as obrigações da Fifa e seu “padrão”: a festa pífia da abertura e o “mico” de ontem no Beira-Rio, quando o sistema de som engasgou na Marselhesa, que ainda será cantada a plenos pulmões, como foi, por milhões em todo o mundo, pelo que significou para os povos a Revolução Francesa. O Brasil experimenta um clima festivo e alegre como poucas vezes. E o que se passa dentro e em torno dos campos mereceu hoje, do site inglês Eurosport, uma das maiores redes esportivas da Europa, uma matéria onde se diz que, em quatro dias, esta caminha para ser a melhor copa de todos os tempos. Claro que cabem discussões sérias e responsáveis sobre o que se gastou no evento diretamente, embora a maior parte dos gastos seja em obras que servem à população e só eventualmente aos torcedores. Mas todo mundo sabe e sabia que negociar com uma máfia como a FIFA não seria, propriamente, trabalhar ao lado de Mahatma Ghandi ou da Irmã Dulce. Ou alguém achava que fazer a Copa poderia ser um “churrasquinho na laje”, como nós gostamos de fazer, e o que, aliás, não nos tira um grama da nossa alegria simples e focada nas pessoas.Vamos às Notas Curtas, ainda com o grande Fernando Brito:

Cadê os carinhas?
Como perguntou muito bem o Florestan Fernandes Jr. no GGN, “onde estavam ontem os políticos que festejaram a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014? Onde estavam: Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Campos, Aécio Neves, José Serra, Jaques Wagner, Yeda Crusius, Cid Gomes, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Wilma de Faria, Roberto Requião, José Roberto Arruda, Blairo Maggi? 

E ela, onde está agora?
Onde estava Marina Silva que queria uma sede no Estado dela, o Acre? Onde estavam os prefeitos, senadores, deputados, âncoras de televisão e rádio que queriam tanto a Copa do Mundo? Onde estavam os prefeitos e governadores responsáveis pelas obras exigidas pela Fifa?” Todo mundo na toca, embora a Lula, pelo seu tamanho político, não coubesse mesmo ofuscar a primeira mandatária do país. E ele ainda teve a coragem de protestar contra a “babaquice” da imprensa de achar que os estrangeiros exigiriam ser carregados no colo até dentro dos estádios… Foi Dilma Rousseff quem botou a cara para as Donas Lalá, da “área VIP” a xingarem.

Barrigas cheias e cabeças vazias
Ficamos nisso, nos de “barriga-cheia” que ganharam ingressos da Globo, do Itaú e de outros patrocinadores e os de “cabeça-vazia”, que juntam umas dezenas de babacas para ir arrumar confusão na porta dos estádios, nenhum deles capaz de entender as regras básicas de convivência. Aliás, a direita hidrófoba ainda quer que a agradeçamos por estar “apenas” mandando pessoas irem “tomar”, quando diz que poderia ser pior e estar nos “protestos” de gatos pingados. É a versão chique do “poderia estar roubando, poderia estar matando, mas estou apenas…” Ontem, duas horas e pouco antes do jogo da Argentina, passei próximo ao Maracanã com meu filho pequeno e, sozinho, meia hora depois. Uma festa em azul e branco, de argentinos e brasileiros. Ruas cheias, bares lotados, sorrisos e alegria. Claro, teve uns grupinhos de “barrabravas” castelhanos e nacionais, fazendo confusão. Assim como tem na Inglaterra e na Holanda.

A baixaria foi insuflada pela mídia
A diferença é que aqui, ao longo de mais de um ano, isso foi insuflado pela mídia e pela oposição. Só vi isso antes na construção do Sambódromo, em 1983, com Brizola, naquela ocasião com o Governo Federal, além da Rede Globo, claro, sabotando, ao ponto de o porta-voz de Figueiredo, o senhor Carlos Átila, declarando à imprensa que torcia para chover muito durante o Carnaval. Os fatos, porém, os fatos têm uma força que se impõem sempre, sobretudo quando se age com coragem e sem se deixar intimidar.

sábado, 14 de junho de 2014

A vaia que apareceu e a ciência que foi omitida

A  oposição vira-lata, expressa na imprensa odiosa e nas siglas antidilma chegou ao rés do chão, na solenidade de abertura da Copa do Mundo. Dois episódios se destacaram. Um, pela insignificância e a projeção dada; outro, pela importância e a forma como foi acintosamente escondido. Falo da vaia na presidenta Dilma com amplo destaque na imprensa golpista e do pontapé simbólico de abertura da solenidade não divulgado pela Rede Globo, emissora de TV que tem o direito de transmissão dos jogos, nem pelos seus colegas do PIG. A vaia foi boba, irresponsável, inconsequente, sem efeitos políticos contra Dilma, ou melhor, muito pelo contrário, pois Dilma presidenta no poder, bem avaliada e em primeiríssimo lugar nas pesquisas de intenções de votos, teria muita dificuldade de, num lance de marketing, ser transformada em vítima. A vaia gratuita, e mais que a vaia, a expressão “Dilma vai tomar no c....” soou mal aos ouvidos decentes do Brasil, não pelo falso moralismo, mas acima de tudo, pelo grosseiro, o grotesco, o mal gosto da expressão dirigida a quem quer que fosse, ainda mais a uma mulher que se porta com galhardia, de acordo com a liturgia do cargo, pelo fato de ser ocupante, exatamente desta Presidência da República, cargo que pertence a todos os brasileiros pois ela está ali pelo voto popular e tem se comportado impecavelmente de forma republicana, inclusive aos que estão fora dele, mas dele correm atrás. Além de Presidenta da República a senhora vaiada é avó e tem 68 anos, e respeitá-la é dever de todos. A vaia, porém, aconteceu, mas o pior é que além de acontecer, a ela foi dado um imenso destaque pela mídia que odeia Dilma e que não conseguiu queimá-la por erros de previsão de desgraças e tragédias, como a de que os estádios da Copa do Mundo só ficariam prontos em 2038, como se viu na capa da revista Veja. A meu ver, a gravidade da vaia e seu efeito contrário é grande, mas, o pior é a forma estúpida como esconderam o pontapé inicial, dado à margem do campo, mas dentro do estádio e fazendo parte da programação oficial da solenidade de abertura, que foi dado por um paraplégico que estava numa cadeira de rodas há 14 anos e com a proteção do exoesqueleto desenvolvido nos últimos 17 meses, no Centro de Neurociências, encravado no campus Colégio Agrícola de Jundiaí, da UFRN, onde cursei meu Técnico em Agropecuária. O cidadão, paraplégico levantou-se da cadeira de rodas, deu doze passos e deu um chute na bola e entrou na História. Mas a imprensa brasileira, com especialidade, a Rede Globo, não viu... Nem mostrou. E ainda tem gente na imprensa estúpida que quer minimizar a importância do fato. Caberia a repetição da frase de Neil Armstrong ao pisar a face da lua: “Pequeno passo do homem, grande passo da humanidade”. Este “brasil” que se foi e rala para voltar contra a vontade do povo, Brasil de Aécio Neves, que Eduardo Campos, ex-ministro da Ciência e da Tecnologia, é o Brasil que quer destruir as conquistas dos últimos doze anos. O que me parece é que não será assim, vaiando e expondo à vaia, a presidenta que viabilizou a vinda da Copa do Mundo para o País do Futebol e que esconde um grande avanço da Ciência e da Tecnologia com grande viés humanitário. Milhões de paraplégicos do Brasil estranham que tucanos, em vez de voar, patinem na sua própria ignorância e estupidez.

No ar
Nos últimos doze anos, leia-se Lula e Dilma no governo, 42 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. Com isto, 33 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros em 2003, passaram a ser 111 milhões deles em 2014, conforme se prevê pelo ritmo frenético dos aeroportos brasileiros.

Dramaturgo
Estou enganado ou na publicidade do espetáculo Chuva de Balas no País de Mossoró estão omitindo o nome do autor do texto, o escritor, professor e dramaturgo Tarcísio Gurgel, que nasceu em Areia Branca e mora em Natal, mas é um orgulho mossoroense? Destaca-se o nome da empresa produtora do evento que nem do ramo teatral é e nem se fala no autor do texto. Isso se chama inversão de valores.

Imagina...
O slogan do Mossoró Cidade Junina não foi muito feliz. O “muito mais do que você imagina!” nele contido, inspira desconfianças e curiosidades. Vi um garotão, de seus quinze anos, cantando: “cachês das bandas do Mossoró Cidade Junina... São muito mais do você imagina!”.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ricos e classe média querem tirar o PT do poder

Éo que diz o respeitadíssimo economista Márcio Pochmann. Durante visita a Fortaleza no último sábado, o economista – uma das principais cabeças do projeto econômico do PT – disse que setores estão "insatisfeitos" com perda de privilégios durante os governos petistas. Ele entende que ricos e classe média brasileira enxergam como “questão decisiva” a saída do PT do poder nas eleições deste ano. Segundo ele, esses grupos estariam insatisfeitos com políticas petistas de descentralização de renda, que estariam, por tabela, “combatendo privilégios” dos mais ricos. Ricos não estão nada satisfeitos. Para eles, é uma questão decisiva ver o PT fora do governo. Nossa classe média também não suporta o combate às desigualdades, porque ele é também o combate aos privilégios. “É aquela questão do status, que é atacado pelos programas sociais”, disse Pochmann, que esteve em Fortaleza participando do “Café com Ideias”, projeto organizado pela Casa Vermelha, ação ligada ao vereador Guilherme Sampaio (PT). Ilustrando a questão, Pochmann citou exemplo de pessoas da classe média que estariam incomodadas com a ascensão de brasileiros de baixa renda após governo do PT. “Existe a questão do status. A patroa vai para Miami e vê a empregada doméstica. O cidadão compra um carro, mas aí vê que o porteiro também tem carro novo. Essa classe média não nos quer”, disse o economista. Pochmann afirmou ainda que, para as eleições deste ano, o desafio e diretriz do PT deve ser organizar e se aproximar de setores beneficiados por programas sociais dos governos Lula e Dilma. Entre possíveis “alvos”, ele cita estudantes beneficiados pelo Prouni e 3 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida. “Precisamos organizar e transformar esses grupos em política, mobilizações. Buscar esses segmentos e organizá-los. Isso porque, na política, não existe vácuo. Se nós não buscarmos essas pessoas, outras vão”, disse. Para eleição deste ano, Pochmann também destacou necessidade de o PT “bancar” debates envolvendo reformas profundas na sociedade. Entre os pontos criticados pelo economista e passíveis de mudanças, estão projetos de regulamentação da mídia e concentração de terras em grandes latifúndios. “Nós inventamos o Brasil sem mexer no velho, nunca se mexeu na aristocracia rural (...) hoje, 40 mil proprietários possuem até 50% das terras, e elegem 20% das casas legislativas”, disse o economista. Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada entre 2007 e 2012, Márcio Pochmann é professor titular da Unicamp e um dos ideólogos das propostas econômicas dos governos do PT desde a era Lula.

Copa das cópulas
Promoção do MOTEL ELLUS de Mossoró-RN: Quem acertar o placar do jogo de hoje ganha uma pernoite grátis. Slogan: #VAITERCÓPULA

E haja copa
Como se não bastasse esta tremenda gozação mossoroense, que por sinal, reputo da maior inteligência. Baita slogan, ainda tem a folclórica posição da Câmara Municipal de Mossoró aprovando um requerimento que aprova a realização da Copa do Mundo no Brasil. Até então, estávamos todos em dúvida, mas diante de tão alto poder que “se alevanta”.

Black burros
Os black blocks, que em respeito aos verdadeiros contestadores a que muito respeito, há um ano queimam ônibus por qualquer motivo. Inclusive, agora em protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Quem anda de ônibus é pobre, trabalhador, aquele cidadão que mais precisa de defesa e de proteção e que, acima de tudo, não tem culpa alguma por algum erro porventura cometido na realização da copa ou na decisão de fazê-la no Brasil. Estranho que nenhum cretino se dispôs a atear fogo na Ferrari ou BMW de Ronaldo Nazário, que disse estupidamente que “não se faz copa com hospital” criando uma falsa dicotomia entre saúde e esporte e que, ainda por cima disse que eles, os black blocks “merecem cacete”. Assim sendo, que “se reiem pra lá”.

Informações
Aguardam-se informações detalhadas sobre a concessão do posto de gasolina de aviação, do novo aeroporto de São Gonçalo. Com base no resultado, poderemos entender melhor o cenário político do Rio Grande do Norte.

FotoLegenda
Primeiro o Hexa; depois essa:

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A que ponto chegou a Justiça brasileira...

Odestino da dupla José Dirceu e José Genoino é quebrar paradigmas e revolucionar a vida. Quando na oposição, durante a ditadura militar, organizaram gente, formularam teses e se preparam para a única forma de se combater uma ditadura armada, ou seja, pela força das armas. A ditadura os prendeu, torturou, massacrou. Mas a ditadura se desmoralizou, fracassou e fraquejou, apodreceu e virou pó, caindo aos pedaços com o povo nas estradas, nas ruas, campos, construções pedindo e depois exigindo o óbvio, ou seja, o direito ao direito, o Estado de Direito, enfim, a democracia, com liberdade, igualdade e fraternidade. Genoino e Dirceu, lutaram, ralaram e ao lado de Lula, construíram o maior partido de massas com viés de luta dos trabalhadores de todo o Ocidente. Chegaram ao poder e assumiram cargos importantíssimos. O Ministério da Casa Civil e a presidência do partido no governo. O desejo de destruí-los, nutrido no coração da direita empedernida que cultiva com força o ódio de classes levou a nação a assistir o maior processo de denúncias, processo julgamento, condenação de políticos de peso, no País. E depois a perseguição sistemática de uma instituição que não poderia ter seus poderes personalizados na figura do presidente, mas que assim foi e que descambou para o ódio pessoal, a vingança, a arrogância e o autoritarismo mais reles. De modo que Dirceu, sem nada fazerem para isto, sem nada poderem diante do avassalador poder do STF respaldado pelo poder midiático elevaram o STF aos píncaros da glória e também sem nada fazerem e sem nada poderem jogaram o vetusto tribunal no rés do chão. Por que não dizer? Na lama e no lixo onde Joaquim Barbosa mandou um jornalista chafurdar... Ontem, o presidente do STF, o sinistro Joaquim Barbosa, pela primeira vez, desde que dom João VI transferiu de Portugal para o Brasil em 1808, a Casa de Suplicação, que era a suprema corte da época e que veio a se transformar no Supremo Tribunal Federal, expulsou, pela força bruta dos esbirros, um advogado no pleno exercício da sua profissão. Um espetáculo mais que lamentável, revoltante. Uma aberração. Resta saber qual a reação da mídia cretina que apoia todas as loucuras deste “juiz coiceiro” que desmoralizou de vez a Justiça brasileira. A OAB finalmente se tocou e lançou uma nota de repúdio. Vejamos:  “A diretoria do Conselho Federal da OAB repudia de forma veemente a atitude do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por segurança o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite da sua atuação profissional, nos termos da lei 8.906. O advogado é inviolável no exercício da profissão.  O presidente do STF, que jurou cumprir a Carta Federal, traiu seu compromisso ao desrespeitar o advogado na tribuna da Suprema Corte. Sequer a ditadura militar chegou tão longe no que se refere ao exercício da advocacia. A OAB nacional estudará as diversas formas de obter a reparação por essa agressão ao Estado de Direito e ao livre exercício profissional. O presidente do STF não é intocável e deve dar as devidas explicações à advocacia brasileira”. Diretoria do Conselho Federal da OAB.

Coisas cabeludas
É bastante cabeludo o que se comenta nos bastidores sobre a adesão de José Agripino à candidatura de Henrique Eduardo, rifando a sua fiel liderada de quatro décadas Rosalba Ciarlini, que bancou todas as suas campanhas na região Oeste durante toda a sua trajetória política.

Pesquisa e pesquisa
O site 247 comenta as novas pesquisas para as intenções de voto na sucessão presidencial: A pesquisa do instituto Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra acaba de ser divulgada; nela, a presidente Dilma Rousseff tem 40% e ainda vence a disputa no primeiro turno; senador tucano Aécio Neves foi de 16% a 21%; diferença mais significativa em relação ao Ibope, de Carlos Augusto Montenegro, que ontem também divulgou seu levantamento, é a pontuação de Eduardo Campos; na Vox, o socialista tem 8%, número próximo aos 7% do Datafolha, de Otávio Frias Filho, e distante dos 13% do Ibope; quem tem razão?

Impressionante
A cada momento me chega a notícia de mais um prefeito que declara apoio à deputada federal Fátima na sua postulação ao Senado Federal. Por outro lado, vejo que a maioria absoluta dos prefeitos está apoiando Henrique a governador, mas é quase sempre um apoio “sin tesón e voluntad”. Os prefeitos apoiam, mas a maioria absoluta dos vereadores não declara apoio e o povo rejeita.

R$ 12 milhões
Quando digo que a gente deve se perguntar diante de determinados apoios, “por quanto?” e não “por quê?”, tem gente que não entende. Mas já se comenta sem pedir segredo que um determinado apoio para formar uma determinada chapa custou nada menos que R$ 12 milhões e que o dinheiro já foi repassado, do mesmo jeito que aqueles R$ 100 mil que circularam em Brasília há menos de um ano no carro do motorista de um deputado federal.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Infeliz do poder que não pode. Ou... Será que Ravengar desaprendeu?

Está chegando aí a convenção dos Demos, ou como eles se querem chamar, “democratas”. Rosalba, derrotada fragorosamente na reunião anterior, onde o senador José Agripino pintou e bordou, promete não cruzar os braços e já arregaçou as mangas com a clara disposição de ir à forra. Rosalba é governadora do Estado e tem uma caneta “esborrotando” de tinta. A maioria dos delegados é sensível aos apelos do poder, pois essa é uma tradição dos demos, não se tem como negar esta evidência. Carlos Augusto sempre foi muito generoso nas negociações com a pólvora do erário e conseguiu ao longo de três décadas, derreter muitos corações empedernidos. José Agripino não tem máquina governamental na mão. O casal Rosalba/Carlos Augusto tem. A sensação que nos invade é a de que a disputa só não será dura se Carlos Augusto não quiser usar seus “encantos” governamentais ou, se esqueceu seu jeito “Ravengar” de operar a máquina e cooptar políticos que não são muito dados a posturas rebeldes de fato, exceto a mania de “fazer beicinho” enquanto não conseguem o que querem, bem à base do tradicional, “quem não chora não mama”. A informação que vaza dos bastidores para a luz dá conta de que Carlos Augusto acordou e acordou “cheio de paixão”. Quer vingança contra o amigo de sempre que virou inimigo de ocasião. Quer sangue, quer lavar a honra da esposa governadora, quer, enfim, continuar na política, pois a derrota na convenção lhe dá um prazo de validade que talvez nem vá até o dia da posse do sucessor. Acaba a candidatura Rosalba e com ela acaba o governo Rosalba. Será sangrar em pé, oferta de fim de feira com cinquenta tons de cinza pintando-lhe um triste fim de carreira... Informações que também vazam dão conta de que a negociata entre José Agripino e Henrique é capaz de desmoralizar toda a biografia dissimulada do filho de Tarcísio Maia que sempre procurou sair-se como anel de ouro em tromba de porco, ou seja, chafurdando na lama, mas brilhando, com se limpo fosse. A desculpa de que precisa salvar o mandato de Felipe Maia não passa de mais uma balela agripinista. Rosalba garantiria a reeleição do filho, como tantas vezes garantiu a estrutura das muitas eleições do pai ingrato. Vamos aguardar os desdobramentos. O RN assistirá de camarote a este jogo de campeonato. Clima de Copa do Mundo nos campos da política. Quem viver verá quem dos dois, Carlos Augusto ou José Agripino, é bola cheia ou é bola murcha...

Fogo amigo
Sobre a posição de Marina contra a aliança do PSB com o PSDB em São Paulo, Eduardo Campos desabafou diante de empresários norte-americanos e seus parceiros nacionais: "Ela não está dizendo nada de novo... não acrescentou absolutamente nada... não tem novidade”.

Proposta irrecusável
Qual terá sido mesmo a proposta irrecusável que Henrique fez à família da deputada Gesane Marinho e que a fez deixar o vice-governador Robinson Faria, antigo aliado, para cair nos braços de Henrique e Wilma, com quem ela havia rompido para ficar com Robinson? Trata-se de um homem público, deputado há mais de quarenta anos, presidente da Câmara Federal e que disputa o Governo do Estado Rio Grande do Norte e uma deputada estadual que tem mandato público e que precisam tornar públicas as suas negociações, especialmente quando se trata de uma decisão tão forte como a de trair o seu próprio partido para apoiar um adversário. Teria sido algum benefício estruturante e superimportante, imprescindível mesmo para sua Canguaretama, quem sabe para a região Agreste toda, onde a deputada tem sua base, mas que é também a região do vice-governador Robinson Faria, a quem ela abandona. Teria sido algum emprego? Parece que não, pois a família da deputada está muito bem, obrigado. A mãe é prefeita, o irmão é vereador, o pai é quem manda em tudo...

Silêncio
Continuo sem entender o silêncio de José Agripino, Henrique, Garibaldi, Walter Alves e Rogério Marinho sobre a declaração de Rosalba, que disse que os adversários que a estavam abandonando nos últimos tempos não o fizeram por divergências, mas porque queriam roubar e ela não deixou... Mais estranho é o silêncio cúmplice da imprensa e do Ministério Público. Como é que uma declaração tão grave, de uma autoridade tão elevada, não merece a mínima atenção da imprensa e do Ministério Público? Só se compara ao descaso com o avião dos Perrela, cheio de pasta de cocaína, que parece não ter dono...

Dom Mariano
Uma enorme honra encontrar dom Mariano Manzana, nosso bispo, durante a solenidade de posse do padre Guimarães Neto na Academia Mossoronse de letras. Melhor ainda ouvir do senhor bispo que é leitor assíduo desta humilde coluna. São leitores deste calibre, não pelo cargo, mas pela dignidade e inteligência, que nos animam a continuar esta luta diária com as palavras, mesmo lembrando os versos geniais de Drummond: “Lutar com palavras/ É a luta mais vã/ Entanto lutamos/ Mal rompe a manhã...”.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Nunca na história de nenhum país

Gilvan Curvelo, ao que me parece um cidadão comum, postou nas redes sociais um comentário incontestável. Do tipo “quase perfeito”. E não é perfeito porque poderia ser dito muito mais. Vejamos:  “O PSDB governou por oito anos, não teve Copa do Mundo no governo deles, nem Olimpíadas, nem Copa das Confederações. Mas não fizeram uma universidade sequer, nem hospitais, nem escola, nem ferrovias, nem estaleiros, nem pontes sobre o Amazonas, nem estradas, nem reformaram aeroportos, nem compraram caças para a Força Aérea Brasileira, nem pagaram a dívida com o FMI, nem reajustaram o salário mínimo de acordo com a inflação, nem fizeram Prouni, FIES, Minha Casa Minha Vida, nem Bolsa-Família, nem Ciências Sem Fronteiras, nem Transposição do São Francisco, nem Pré-Sal, nem coisa nenhuma! Ahhh! Fizeram, sim. Venderam tudo aquilo que conseguiram e embolsaram o dinheiro”. Acrescento: não fizeram o Luz Para Todos, nem fizeram mais de trezentos Institutos Federais de Educação, nem triplicaram o orçamento da saúde, nem fizeram o Mais Médicos, Nem triplicaram a safra de grãos no País, nem aumentaram o consumo de leite em 55%, nem puseram em prática a Merenda escolar com grande parte vindo da agricultura familiar, comprada aos próprios pais dos alunos a preço justo e sendo distribuída de graça nas escolas, nem abriram mais de 40 mil vagas por concursos, sendo mais de vinte mil só de professores universitários, nem fizeram o programa Caminho da Escola com a entrega aos municípios de mais de 70 mil ônibus escolares, nem fizeram o Mais Alimentos, com mais de 50 mil tratores nas pequenas propriedades rurais, nem fizeram um milhão de cisternas nem seguraram o preço da gasolina por dez anos, nem proporcionaram ao País o menor índice de Risco Brasil, a menor taxa de desemprego, a maior reserva de dólares de todos os tempos, a menor inflação desde que começou o Plano Real, nem fizeram o maior programa de creches de tempo integral, com mais de duas mil construídas, mais de duas mil em obras e mais outras duas mil em fases de projetos e de credenciamento das prefeituras com a comprovação da titularidade do terreno para receber a bolada e construir, nem  baixaram os juros básicos de 27% para 8,5% com oscilações recentes, mas ainda o mais baixo de quase todos os tempos, nem o maior programa de saneamento básico de todos os tempos. Enfim... Se o problema do Brasil fossem os gastos com a Copa do Mundo, tudo que se reivindica em saúde, educação, segurança e mobilidade urbana tinha sido feito nos dois governos tucanos. Ou, quem sabe, no governo Itamar, quando FHC era o ministro plenipotenciário, ou no de Sarney, dentro do qual eles estávamos tucanos e demos, ou no de Fernando Collor que inaugurou o neoliberalismo radicalizado depois por FHC ou nos cinco governos de gorilas fardados que nos roubaram a democracia e desgraçaram o País ou mesmo antes ,no de Jango, no de Jânio, no de JK, no de Café Filho ou do próprio Getúlio Vargas no seu segundo governo que foi depois da Copa de 1950. Arre, égua! Tá bom dessa gente boba que acha que a Copa do Mundo é a desgraça do Brasil se debruçar sobre os últimos sessenta anos de História do Brasil e não só sobre os doze anos de PT no governo federal que tem o melhor balanço em todos os sentidos. De modo que podemos dizer a plenos pulmões que nunca na história deste, nem de nenhum outro País se fez uma Copa do Mundo, fazendo-se concomitantemente tantas e tão boas ações governamentais em favor da maioria.

Crack
Dos 75% dos municípios do Ceará com nível grave de problemas com a circulação do crack, apenas 24 alegaram possuir programas de combate à droga. Cravando raízes na miséria das periferias, invisível aos olhos do Poder Público, o crack foi, aos poucos, marcando seu território no Brasil. Em cerca de 20 anos, período transcorrido após a primeira apreensão da droga no País, em 1990, a substância – de efeito intenso, preço baixo e fácil acesso – foi angariando usuários em todas as classes sociais, idades e sexos. Transformou-se no narcótico mais consumido e vendido nos Estados, circulando desde os conturbados centros urbanos até as regiões mais remotas.

Obras
Os que falam mal das obras da Copa do Mundo nas cidade-sede deveriam dar uma passada pelas cidades que não são sedes de jogos. Praticamente não há obras. Especialmente obras de grande porte. Por aí se vê que a Copa do Mundo traz mais benefícios do que podem imaginar os urubólogos em geral.

PSB X PSDB
Vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral não quer saber de vincular seu partido à oposição a Dilma Rousseff e rejeita qualquer aproximação com o PSDB. “Eles (o PSDB)  passam por uma crise de impotência e querem nos usar como Viagra. Os tucanos e a grande mídia não devem contar conosco para quebrar a esquerda, não seremos joguete de ninguém”, dispara. Amaral não poupa os tucanos. Diz que o partido se confunde “com a figura lamentável” de José Serra, candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo. “Trata-se um político velho, reacionário, atrasado e provocador”, classifica. (Da coluna poder online)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Presidente do Banco Mundial elogia o Bolsa-Família

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, elogiou em discurso nesta quinta-feira, 23, o Bolsa-Família, implantado no Brasil, citando o programa como um dos exemplos de projetos de transferência de renda para suporte e segurança social. O México também foi lembrado por seus programas. Ele disse que este tipo de programa, com destinação de recursos equivalente a "menos de 1,5% ou 1% do PIB" do País em que é implementado, "mostra que se pode fazer verdadeira diferença com programas modestos". Zoellick disse ainda que o Banco Mundial irá ampliar financiamento para o Brasil, mas não citou valores específicos que serão direcionados ao País. O chefe do Bird afirmou que a América Latina como um todo deve receber US$ 35 bilhões ao longo de dois anos. Zoellick reconheceu que o Brasil começou a crise "em posição melhor, pois nos últimos 10 anos fez muito para desenvolver reservas internacionais, melhorou produtividade, tem o tipo de programa que mencionei (social), mas inevitavelmente será também atingido pela crise mundial". O País, continuou o executivo, "tem a vantagem de ter uma economia de dimensão continental, então pode depender mais da demanda doméstica". No entanto, Zoellick observou que, mesmo com a população crescente de renda média, ainda há "muitas pessoas pobres. E, muito destes pobres, têm muito pouco ou nenhum amortecedor (proteção contra a crise)". Ele comparou os efeitos da crise nos países desenvolvidos, citando que nestas economias a população perde casas e carros. Quando o choque atinge as economias em desenvolvimento, "não há lugar para se ir, não tem comida, não tem proteção. Então este é um exemplo de onde precisamos trabalhar com as autoridades brasileiras", afirmou. Segundo o presidente do Banco Mundial, o País "tem boas estruturas em ação, mas precisa assegurar que haja o recurso necessário".

Mentira descarada
Há uns três dias circula nas redes sociais mais uma molecagem da oposição brasileira, dizendo que deputados aprovaram o fim do décimo terceiro salário e que já estaria sendo aprovada no Senado e que logo em seguida iria para sanção da presidenta Dilma. Mentira descarada. Sem-vergonhice das mais baixas desta oposição que está completamente perdida, querendo inventar uma bala de prata contra a presidenta na tentativa de retorno da tendência de queda de Dilma nas pesquisas. Mas é muito cedo. Falta quase um semestre para as eleições.

A que ponto chegou a USP
O Ministério Público de São Paulo está investigando denúncias sobre venda ilegal de órgãos para faculdades e hospitais particulares por funcionários do Serviço de Verificação de Óbitos da capital (SVO), entidade que faz parte da Faculdade de Medicina da USP. A Promotoria suspeita que o serviço, que fica dentro do Hospital das Clínicas, seria omisso na busca por familiares de pessoas que morreram sem amigos ou parentes por perto. Segundo investigação do MP, sem pedir autorização às famílias, o SVO conseguiria extrair e vender órgãos ilegalmente para uma rede de instituições de pesquisa e atendimento médico.

Renunciar
Rosalba está mesmo disposta a renunciar ao mandato, abrindo chance para Robinson Faria disputar o Governo no exercício do cargo? Sinceramente não sei. Até nem creio. Mas também não duvido. Rosalba hoje é uma fera ferida. Agredida, traída pelos seus correligionários de ontem. Aqueles de quem ela chegou a declarar, mas a mídia cheia de conveniências calou diante de declaração tão bombástica. Disse que eles saíram do governo porque queriam roubar e ela não deixou. Será mentira ou será verdade que ela renunciará? Será mentira ou será verdade que eles queriam mesmo roubar? Tem quem combate histórias cabeludas dos bastidores de secretarias ocupadas por esta gente alegre antes do rompimento. Como dizia um velho amigo nosso: Sei lá... O que sei, de certeza, é que nesta semana já tinha rosalbista roxo, lá para as bandas do Café Bagdá, dizendo que votará em Robinson e Fátima Bezerra.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A ridícula ânsia da mídia pelo “padrão Fifa”

Os ingressos dos principais jogos da Copa, óbvio, estão esgotados. Só não aconteceria isso se a Copa fosse mesmo um fracasso, como canta a nossa mídia, riquíssima de dinheiro e paupérrima de espírito. O Brasil tem muita coisa que pode ser aferida como o que se convencionou chamar “Padrão Fifa. Vejamos algumas em rápida abordagem:  Na área de Ciência e Tecnologia temos as inúmeras patentes tecnológicas da Petrobras, que estão fazendo sucesso no mundo inteiro, inclusive dando de capote em muitas áreas nas grandes petrolíferas do mundo. E as tecnologias desenvolvidas com as pesquisas da Embrapa; Na área da Educação tão criticada, as nossas universidades federais e os institutos federais de educação, ciência e tecnologia, os chamados IFs que são exemplos de centros de excelência; na escrachada área da saúde, temos os transplantes de órgãos, que 95% são feitos pelo SUS, além do Sara Kubitschek e alguns centros de reabilitação, como é o caso do CRI – Centro de Reabilitação Infantil, de Natal. Padrão Fifa, ou, melhor dizendo, Padrão Brasil, tem bastante em muitas áreas, como, por exemplo a nossa indústria naval que estava falida e que Lula ressuscitou e está gerando mais de 70 mil empregos e, não podemos esquecer, a nossa indústria de aviação que exporta aeronaves para diversos países do primeiro mundo. E, o que dizer da área de energias alternativas, como o Biodiesel e o etanol. Invenções brasileiras que se espalharam pelo mundo. Então, acabemos com o complexo de vira-latas, paremos de torcer contra o Brasil, em nome de estar combatendo um evento que todo País se orgulha em receber, especialmente o chamado “País do Futebol” ou “Pátria de chuteiras”. Fernando Brito, em seu blog diz: O Globo tem, neste momento, uma manchete sobre “a confusão de torcedores revoltados” com o esgotamento dos ingressos. No site do Globo Esporte, porém, há um vídeo da tal “confusão”. Há, óbvio, frustração de quem tentou comprar seu ingresso na última hora e não conseguiu. Confusão, nenhuma. Em São Paulo, quase o mesmo, apenas um desentendimento por causa de cambistas, o que iria acontecer com jogos de Copa do Mundo em qualquer lugar do planeta, talvez apenas não na Groenlândia. E a venda de ingressos, todo mundo sabe, é da Fifa. Com seu padrão, seus métodos e seus prazos. “Muvucão” no Rock in Rio é sucesso. Ingresso esgotado na Copa, porém, é fracasso.

Cacete em Ronaldão Cavalão
Cerca de 50 jovens realizaram nesta quinta-feira (5) um escracho em frente ao escritório do ex-jogador Ronaldo Nazário, o Fenômeno, na zona oeste de São Paulo. A manifestação critica a postura "autoritária e antipopular" do dirigente do Comitê Organizador da Copa no Brasil, que afirmou recentemente sentir "vergonha do país" com relação aos atrasos na construção de estádios para o Mundial de futebol. Sobre os manifestos nas ruas, Ronaldo disse que a polícia tem de "descer o cacete" nos black blocs.

Frase da semana
“Tenho muitos motivos para votar em Dilma, e mesmo não os tivesse, votaria nela, pois tenho mil razões para não votar no PSDB.” Luís Fernando Veríssimo.

Cacete em Ronaldão Cavalão II
Com palavras de ordem "ô Ronaldo, preste atenção; povo não quer estádio; quer saúde e educação", os manifestantes do coletivo "Juntos!" fizeram intervenções com tinta no asfalto e na calçada contra o ex-jogador e o evento da Fifa. O escracho também criticou a declaração do ex-atleta, que afirmou que a Copa não se fazia com hospitais. Para os jovens, a resposta busca criminalizar e ridicularizar a atuação de movimentos sociais que pedem investimentos do governo federal em serviços públicos e obras de infraestrutura.

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Eis aí uma excelente proposta para quem é verdadeiramente contra a Copa do Mundo no Brasil e quer ser coerente. Se estiver só engolindo corda, que os amigos e colegas cobrem esta coerência, porque criticar e usufruir como Ronaldo Nazário, mais conhecido como “Ronaldão Cavalão”, e Romário, não adianta. Como diz o velho ditado: “Chapéu de otário é marreta”.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Incrível a cara de pau de Henrique querendo os louros do PNE

O plenário da Câmara concluiu anteontem a votação do projeto de lei (PL 8035/10), do Executivo, que trata do PNE - Plano Nacional de Educação para os próximos 10 anos. O texto do PNE, de autoria do deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), ficou mantido sem alterações e define 20 diretrizes para melhorar os índices educacionais brasileiros nesse período. O PNE tem 14 artigos e 177 estratégias que visam, entre outros objetivos, erradicar o analfabetismo e universalizar o atendimento escolar. O projeto segue para sanção presidencial. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo em exercício, afirmou que os governos do PT e aliados decidiram garantir prioridade real para a educação pública do país. “O nosso governo herdou a educação pública brasileira com um orçamento que era em torno de 35 bilhões por ano e hoje chega a 101,9 bilhões por ano, quase três vezes mais do que quando começamos a governar. Isso representa prioridade para a educação pública. Isso é transformar o discurso em realidade que interfere na vida das pessoas e que melhora o futuro do País”, frisou o petista. Para o deputado Sibá Machado (PT-AC), vice-líder da Bancada do PT, o Plano Nacional de Educação “vai soerguer a educação do país e, a partir disso, chegaremos em 2020 como, pelo menos, a 3ª ou 4ª maior nação do mundo”. O deputado Ângelo Vanhoni ressaltou que o PNE vai promover uma revolução no processo educacional no país. “Destaco três pontos, a meta de atingir a aplicação de 10% do PIB em educação pública ao final dos 10 anos; a valorização do magistério; e a meta mais revolucionária que é a de disponibilidade da educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender pelo menos 25% dos alunos da educação básica”, frisou o relator. Entenda - O Plano Nacional de Educação define 20 diretrizes para melhorar os índices educacionais brasileiros e o principal avanço é a determinação de que o Brasil deve investir, após o décimo ano de sua vigência, 10% do PIB em educação pública. Esses recursos serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, a universalização da educação infantil para crianças de 4 a 05 anos, a educação especial, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Universidade para Todos (ProUni), o Fies e o Ciência sem Fronteiras. O PNE institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo MEC, pelas comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Fórum Nacional de Educação. A deputada Fátima Bezerra, presidente da Comissão de Educação da Câmara foi baluarte nesta luta do PNE. O deputado Henrique Eduardo não cumpriu mais que a obrigação de por em votação um projeto que já se arrastava há anos e não tinha mais como adiar. E agora quer tirar uma casquinha numa luta que foi acima de tudo, uma luta petista. É muita cara de pau.

Agripino
Concordo com a postagem de Cezar Alves no Facebook: “Os caciques do DEM administram o RN, único estado administrado por eles no Brasil. Ou seja, deveriam ter dado exemplo de gestão pública no País. Eis que o RN é o estado brasileiro que teve o maior crescimento no número de homicídios de 2002 a 2012, precisamente 272%. MA e BA foram os que chegaram mais próximo e ficaram com 240%. Portanto, é muita cara de pau deste senador José Agripino em querer aparecer agora como vitima, como guardião da paz...”

Pé de galo
José Agripino está agindo como verdadeiro pé-de-galo no DEM. Sua atitude autoritária e traiçoeira afastou não só Rosalba, mas também Ney Lopes, outro líder que passou a vida inteira ao seu lado, Getúlio Rego está dizendo que não subirá no palanque de Henrique e Wilma. E José Adécio está quase decidido a desistir de sua candidatura à reeleição.

Querosene de aviação
Impressionante a desfaçatez com que se discute como um grave problema para o Rio Grande do Norte, o não rebaixamento do ICMS do querosene de aviação. Todo mundo sabe que esse é o motivo número um do rompimento de José Agripino com Rosalba, pois, quem não sabe fique sabendo, é o filho de Agripino, o deputado Felipe, que monopoliza o comércio do querosene de aviação no nosso Estado. É assim o patrimonialismo nesta capitania hereditária.

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Foto histórica da vitória do Brasil com a aprovação do Plano Nacional de Educação, uma vitória acima de
tudo, do PT.

terça-feira, 3 de junho de 2014

É comprometedor o desempenho das oposições

As oposições vivem de uma velha pesquisa, batendo e vestindo. Nada de novo no front desde que Dilma convocou a cadeia nacional de rádio e TV e falou aos brasileiros na véspera do 1º de maio e ainda teve o programa nacional gratuito do PT. Acabou a desculpa de que Aécio e Campos estavam subindo nas pesquisas e Dilma caindo e que ainda tinha um pastor que nem se lançou candidato e já tinha 3%. Em Minas Gerais, terra de Aécio Neves, mas também berço de Dilma Rousseff, o tucano neto de Tancredo não consegue disparar na frente de Dilma. É um desempenho apertado, seguro pelas peias da incoerência e da mesmice dos seus vinte anos comandando aquele poderoso Estado à custa da memória do avô que, como dizia o velho e sábio Pitéu, “foi tudo e nunca fez nada”. O seu candidato Pimenta da Veiga, enroladíssimo no Mensalão Tucano, mesmo bafejado pela impunidade que é própria dos tucanos, está sendo julgado pelo povo e Pimentel, do PT tem intenções de votos que apontam para uma vitória em primeiro turno. Já Eduardo Campos, além dos desacertos com Marina, a vice que não ajuda, e às vezes atrapalha. Pesquisa Ibope em Pernambuco mostra a situação vexatória de Eduardo Campos no próprio Nordeste, onde ele contava ter uma grande votação. O neto de Arrais perde feio na Bahia, onde o prefeito da capital é ACM Neto e em Alagoas, onde o governador é tucano. O mais grave é que, em Pernambuco, sua terra natal, onde foi governador até há pouco tempo, Campos também já começa a ficar para trás. Sua ida para São Paulo pode não surtir efeito nos meios sudestinos e corre o risco de ter que sair correndo de volta a Pernambuco que seus candidatos ao governo e ao Senado não sejam derrotados por Armando Monteiro do PTB que disputa o governo como candidato de Lula e Dilma e João Paulo, do PT, que é candidato ao Senado. Na pesquisa espontânea, Campos já está perdendo dentro de casa. Dilma tem 24%, contra 17% de Campos.  Aécio tem míseros 2%. Já na pesquisa estimulada, Dilma Rousseff já encosta no ex-governador. Campos tem 40%, índice muito bom, mas Dilma está no seu calcanhar com 39%, um empate técnico com Dilma gozando um viés de alta. E olha que a pesquisa do amigo Ibope não envolveu o nome de Lula, perguntando por exemplo, se as pessoas votariam em alguém indicado por Lula... Quando os eleitores são informados quem são os padrinhos dos candidatos, a surra que se abate sobre Campos é ainda maior.

Traíra
Vi pessoas admiradas porque José Agripino traiu Rosalba. Para mim, nada estranho, pois seu pai que tinha muito mais estampa de homem de caráter, traiu Dinarte Mariz que o levantou da cova, conforme charge da época, fazendo-o governador no lugar de Osmundo Faria, pai de Robinson. Outros estranhando a traição de Leonardo da Vinci. Não entendi a estranheza. Leonardo foi para os braços de Rosalba depois de trair Sandra e Laíre.

Sem noção
Aécio mente. Descarada... mente. Na entrevista do programa Roda Viva, Aécio falou que o governo Dilma abandonou o programa de Saúde da Família: em 2002 eram 16.698 equipes e em 2013, já eram 34.715 equipes. E depois foram contratadas várias outras e chegaram mais 13 mil médicos estrangeiros e brasileiros do Mais Médicos.

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Genial a frase do Papa Francisco:

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O outro lado da não candidatura de Rosalba

Que Rosalba não conseguiria legenda para sua candidatura à reeleição, já era mais ou menos esperado, na medida em que estava clara a postura traiçoeira de José Agripino, que trocou o projeto maior de recuperação do DEM pelo projeto menor de reeleger o filho deputado federal para mais um mandato medíocre. Rosalba realmente não construiu o seu empoderamento dentro da estrutura partidária. Uns acham que por incompetência, por egolatria de Carlos Augusto, que tudo concentrou e não dividiu o bolo com ninguém; outros entendem que por excesso de concentração de Agripino. Quem já ouviu falar em José Agripino preocupado com suas campanhas em Mossoró? Estratégia, exército de cabos eleitorais, máquina funcionando e, acima de tudo, dinheiro, bufunfa, coramina para as campanhas dele em todo o polo, todos sabem que sempre saíram das economias do rosalbismo. E nunca foi dinheiro de ponta de lenço... E aqui não discuto como o dinheiro era arranjado, nem defendo os métodos que, como disse, nem conheço. Uma coisa, porém, salta aos olhos, por mais que a mídia vendida e rendida não dê um pio. É que há pouco mais de um mês, Rosalba disse alto e bom som que seus ex-aliados que agora não querem apoiar sua candidatura saíram do Governo porque ela não os deixou roubar... Quem? Como? Quanto? Em que circunstâncias queriam roubar e ela e/ou Carlos Augusto não deixaram? José Agripino, que é o principal deles, ouviu e calou-se; Garibaldi Alves, que foi seu segundo maior padrinho e que andou indicando secretários e depois tirando-os, foi outro que ouviu a acusação de querer roubar sem conseguir. Ouviu e calou-se; Henrique Eduardo, aquele que fez de conta que apoiava Iberê enquanto deixava Garibaldi Filho, que tem votos, levar o espólio do aluizismo para Rosalba em troca do mandato de senador para Garibaldi pai, é outro que ouviu a acusação da governadora, a quem ele acabara de elogiar como honesta há pouco mais de dois meses... E calou-se, fazendo de conta que não com ele; João Maia é outro que ouviu a grave acusação e calou-se; Rogério Marinho que era secretário, também ouviu e calou-se. Será mentira ou será verdade o que a governadora disse? Não se sabe. Sabe-se apenas que é uma declaração forte demais para ser esquecida assim, como se nada significasse. O ódio demonstrado por José Agripino neste ato de ontem nos faz desconfiar que Rosalba acertou na nuca do homem do Rabo de Palha e ele, fria e covardemente, armou a vingança. Afora estas indagações, penso que podemos constatar uma coisa. Apesar de todo o desgaste de Rosalba Ciarlini Rosado, este tremendo tapetão aplicado pelo seu ex-maior aliado a deixa na condição de vítima. Vítima e traída, porque o seu “Brutus” dela teve o máximo apoio e a máxima fidelidade durante quatro décadas, incluindo-se a rejeição das propostas de assumir três siglas partidárias para ser correta com ele, mesmo sabendo-se da sua imensa vontade de ir para a base aliada do Governo Dilma Rousseff que sempre a tratou muito bem. Não se sabe quantos votos Rosalba poderia ter no cenário atual, tampouco quantos votos ela poderá transferir já que não será candidata. Mas pode-se ter muita clareza de que o eleitor rosalbista não deverá pender para o lado onde estão os seus grandes traidores José Agripino, Henrique e Garibaldi, da mesma forma que não pendeu para a filha de Sandra Rosado na eleição suplementar de Mossoró. Qual a postura dela doravante, também não se sabe. Mas, uma coisa é certa. No seu juízo e no do seu marido deve estar fervendo a velha frase de Tarcísio Maia, pai de Agripino: “Em política, quando a gente não pode eleger alguém, a gente derrota alguém...”

Boas Práticas Sustentáveis
Entre os dias 4 e 6 deste mês, a Ufersa realizará a III Semana de Meio Ambiente, cujo tema neste ano é “Boas Práticas Sustentáveis”. Serão 18 palestrantes, representantes de nove instituições, sendo três instituições públicas, três privadas e três pertencentes ao terceiro setor. 

Três pilares
Como palestrantes, teremos representantes dos três pilares do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento social, econômico e ambiental, tratando de coleta seletiva solidária, agroecologia, agricultura orgânica, adoção responsável de animais domésticos, plantas medicinais, arquitetura sustentável, compras sustentáveis, conservação da Caatinga, direito ambiental, direitos humanos e práticas sustentáveis no âmbito empresarial.

Carrapato
E eis que o Rio Grande do Norte recebe o maior aeroporto do País, tendo apenas o gigante de Guarulhos (SP) que a ele se equipara. Mais que um aeroporto, é um aeroporto/cidade, com direito a indústrias e inúmeros outros investimentos. São R$ 500 milhões gerando emprego e perspectivas em solo potiguar, mas em três dias seguidos, não consigo ver uma notícia favorável. Nada de bom tem destaque nesta obra fenomenal, só a coisinha, o detalhezinho, a besteirinha que deu errado. Que mídia, hein, mano?